Chuvas de verão e o impacto nos sistemas fotovoltaicos
Entenda como as tempestades de verão afetam as usinas solares e por que o seguro é essencial para garantir a proteção contra eventos climáticos severos.
Ah, o verão! A estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, especialmente pelas crianças. Sinônimo de dias quentes, ensolarados, férias e muita diversão.
Mas será que essa também é a melhor época para os sistemas fotovoltaicos?
Embora o verão seja conhecido pela abundância de sol, que favorece a geração de energia solar, esse período do ano também traz desafios significativos para as usinas fotovoltaicas, principalmente devido ao aumento das famosas “chuvas de verão”.
Marcadas por sua intensidade e mudanças bruscas de temperatura, essas pancadas de chuva repentinas podem causar danos aos equipamentos, especialmente porque, muitas vezes, vêm acompanhadas de vendavais, granizo e quedas de raios.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), 2024 foi o ano mais quente no Brasil desde 1961, com uma temperatura média de 25 °C, representando um aumento de 0,79 °C em relação à média histórica de 1991 a 2020.
Ainda segundo o INMET, o verão de 2025 promete não ser diferente. Além do calor intenso, típico da estação, haverá uma incidência maior de chuvas.
Impacto das mudanças climáticas nos sistemas fotovoltaicos
Com as temperaturas cada vez mais elevadas e a intensificação das chuvas de verão, os sistemas fotovoltaicos instalados a céu aberto se tornam ainda mais vulneráveis aos riscos.
Um reflexo disso é o alto índice de sinistros de energia solar no Brasil, que ocorre, em média, um a cada 20 horas, segundo o balanço de sinistralidade da Elétron de 2024.
O levantamento também aponta que as coberturas mais acionadas ao longo do ano foram as de Vendaval e Granizo, tanto no Seguro de Risco de Engenharia, que cobre danos durante a instalação, quanto no Seguro de Riscos Diversos Equipamentos, que oferece proteção ao sistema fotovoltaico já instalado.
Esse dado evidencia que, independentemente do sistema estar em fase de instalação ou em funcionamento, os eventos climáticos são os principais responsáveis pelos casos de sinistros em qualquer época, correspondendo a 80% das ocorrências.
Isso se deve principalmente às mudanças climáticas que aumentam imprevisibilidades meteorológicas e impulsionam eventos extremos, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul.
A tragédia no estado gaúcho resultou em um elevado número de sinistros, totalizando mais de R$ 1 milhão em indenizações pagas somente entre maio e julho de 2024, conforme dados divulgados pela Elétron.
Pelo fato de que quando expostos a riscos excessivos e extremos com frequência, os equipamentos podem ser comprometidos parcialmente ou até sofrer perda total. Em situações de vendaval, por exemplo, os módulos e a estrutura de fixação geralmente são os mais afetados.
No caso de alagamentos, os inversores são particularmente vulneráveis, pois não foram projetados para permanecer submersos por longos períodos. Já o impacto direto de um raio pode deteriorar e até destruir as placas fotovoltaicas, os reguladores de carga e os componentes eletrônicos da instalação.
Como proteger a usina solar das tempestades de verão
Durante o verão, que segue até o dia 20 de março, os cuidados com as usinas fotovoltaicas precisam ser redobrados para evitar prejuízos e, até mesmo, acidentes com as chuvas fortes e tempestades típicas dessa estação.
Neste período específico, em que o calor e a umidade se combinam, há a formação de nuvens carregadas, que podem vir acompanhadas de vento, granizo e descargas atmosféricas.
Como os sistemas fotovoltaicos precisam estar expostos para captar a luz solar, não é possível cobri-los com qualquer tipo de proteção física.
Por isso, a melhor forma de proteger o sistema durante esses eventos climáticos severos é contar com um seguro específico de energia solar. Esse tipo de cobertura garante que, caso haja perdas financeiras, o prejuízo seja compensado.
Além de contar com um seguro adequado, existem outras medidas que podem aumentar a segurança e a durabilidade do sistema, como realizar a instalação respeitando as instruções do manual do fabricante e optar por materiais resistentes e de boa qualidade.
A manutenção também é um ponto-chave. Realizar inspeções periódicas permite identificar sujeiras, como folhas e galhos, que possam se acumular sobre os módulos, além de desgastes, cabos e conexões, prevenindo falhas que poderiam ser agravadas pelas condições climáticas adversas.
Outra dica importante é instalar sistemas de proteção, como para-raios e dispositivos de aterramento, para reduzir os danos causados por descargas elétricas, e contar com o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), que detecta e desvia sobretensões na rede elétrica, protegendo os aparelhos eletrônicos.
Essas ações, aliadas ao seguro, oferecem uma camada extra de segurança, garantindo que o sistema fotovoltaico continue funcionando de maneira eficiente, não apenas no verão, mas durante o ano inteiro.
Conclusão
Com o aumento das chuvas de verão e o impacto das mudanças climáticas, os integradores devem estar ainda mais atentos aos cuidados necessários para garantir a segurança e durabilidade dos sistemas fotovoltaicos.
Embora os riscos existam, as medidas preventivas, como a instalação conforme o manual do fabricante e a manutenção regular, são essenciais para minimizar os danos causados por tempestades e outros eventos climáticos.
Além disso, ao oferecer um seguro adequado de energia solar, é possível proporcionar maior tranquilidade aos seus clientes, garantindo que eventuais danos sejam devidamente cobertos.
Com a combinação dessas práticas, é possível não só proteger os sistemas instalados, mas também reforçar a credibilidade da sua empresa.
Portanto, em vez de ver os desafios climáticos como obstáculos, encare eles como oportunidades para demonstrar a importância de um trabalho bem-feito e a vantagem de contar com um sistema solar protegido, pronto para enfrentar as condições adversas e gerar todos os benefícios que a energia solar pode proporcionar.

