Fraude em seguro solar: Quem paga o preço é você
Entenda como as fraudes aumentam os custos do seguro solar e levam as seguradoras a intensificar a vigilância sobre os pedidos de indenização
Você está pagando mais caro pelo seguro solar e nem sabia disso. Na verdade, você está pagando há anos cerca de 15% a mais por todo e qualquer seguro que já contratou. E não temos nenhuma perspectiva de que isso vai melhorar, sabe por quê?
De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), 15,6% dos sinistros no Brasil são classificados como suspeitos. Mesmo assim, quando não é possível comprovar a fraude, acaba-se pagando a indenização.
Além disso, a título de exemplo, somente em 2022, o valor de fraudes comprovadas representou um montante de R$ 824,9 milhões. Baseado nessa estatística, o “custo” da fraude acaba sendo incorporado nas tarifas dos seguros.
Fraudes mais comuns no seguro solar
Uma das práticas fraudulentas mais comuns em seguros solares é a afirmação inverídica, em que o segurado fornece informações incorretas sobre a causa do sinistro na tentativa de se enquadrar nas condições do seguro para receber a indenização.
Por exemplo, afirmar que o módulo foi danificado por um vendaval, quando na verdade não houve nenhum evento climático desse tipo na região na data informada, simplesmente para tentar justificar um dano cuja causa é desconhecida.
Essa situação é mais comum do que se imagina e ocorre principalmente quando o sistema fotovoltaico sofre algum dano que não está coberto pela apólice, como um erro durante a manutenção, a queda de alguma ferramenta sobre os módulos ou até mesmo alguém que tenha jogado uma pedra.
Outra prática fraudulenta é o superfaturamento de orçamentos em casos de acionamento de sinistros. Isso ocorre quando se apresenta um valor muito acima do praticado no mercado à seguradora, visando lucrar com a diferença.
Um exemplo clássico disso é dizer que cada um dos módulos danificados custou 2.000 reais, quando na verdade o custo não passou de 500 reais.
Por fim, outra tentativa de fraude que acontece com frequência é a adulteração documental, que envolve a falsificação ou alteração de documentos relacionados a um sinistro, a fim de obter uma compensação indevida da seguradora.
Isso pode incluir modificar datas, valores ou informações relevantes para parecer que o sinistro ocorreu de acordo com as condições da apólice, quando na verdade não foi o caso.
“Contrato de boa fé”
O seguro é um “contrato de boa fé”, baseado na confiança mútua entre o segurado e a seguradora.
Uma prova evidente disso é a ausência de vistoria prévia antes da contratação do seguro, ou seja, a seguradora confia no segurado para declarar corretamente o estado dos módulos.
No entanto, justamente por se fundamentar na confiança, qualquer tentativa de fraude pode resultar na quebra deste contrato com a seguradora e no bloqueio permanente do usuário na Plataforma da Elétron.
É fundamental lembrar que um dos princípios básicos do seguro é restabelecer o equilíbrio financeiro após um sinistro, ou seja, a indenização não deve ser vista como uma fonte de lucro pelo beneficiário.
Consequência das fraudes e medidas de combate
As fraudes em seguros têm sérias consequências para todas as partes envolvidas. Além de causarem prejuízos financeiros significativos para as seguradoras, essas práticas fraudulentas também impactam negativamente os segurados honestos e os custos gerais do seguro.
A descoberta de uma fraude pode resultar na recusa do sinistro, no cancelamento da apólice e até mesmo em ações legais contra o fraudador.
Além disso, as fraudes prejudicam a reputação da indústria de seguros como um todo, tornando mais difícil para as pessoas confiarem no sistema de seguro e aumentando os custos para todos os segurados.
Para combater essas e outras tentativas de fraude, as seguradoras recorrem às “reguladoras”, empresas especializadas em fazer vistorias, conferir e analisar os documentos.
Devido ao grande volume de sinistros, as reguladoras possuem uma boa noção de preço e, quando necessário, fazem os devidos ajustes sempre baseados em pesquisas de mercado para chegar ao valor correto da indenização.
É importante destacar que, ao cometer fraude, o indivíduo não apenas perde o direito à indenização, mas também responde criminalmente nos artigos 171 (estelionato) e 179 (fraude), previstos no Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de 1 a 5 anos e de 6 meses a 2 anos, respectivamente.
Em suma, para evitar qualquer frustração futura ou até mesmo o cometimento de um crime, recomendamos que o segurado tire todas as dúvidas antes de contratar qualquer seguro, seja ele de que tipo for.
Aqui, na Elétron, por exemplo, nós temos um time especializado para esclarecer dúvidas e orientar os clientes pelo nosso WhatsApp Oficial.
Além disso, contamos com dois FAQs, disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir uma contratação mais consciente. Acesse sempre que quiser:
- FAQ Seguro de Risco de Engenharia (instalação e montagem)
- FAQ Seguro de Riscos Diversos Equipamentos (pós-obra)

